Quem sou eu, pergunteiNão sou nada, nem ninguém
Porque outra pessoa não serei
Nunca fui, nem serei alguém
À olhares que me torturam
Sem delicadeza, ou cuidado
Em silêncios me murmuram
Promessas que tinham jurado
Nesta confusão de sentidos
Tudo foge à minha volta
São ecos de amor perdidos
São sentimentos loucos à solta

Sentimentos, onde o passado aparece
Quando viajo pelas estradas
Tão tenebrosos, que o peito estremece
Tornando-me as noites agitadas
De facto, este já não sou eu
Vou desistindo em cada rima
Tudo o que gosto em mim morreu
É este o destino é a esta minha sina
Quando alguém diz, vem por aqui
Eu olho-o com olhos lassosDigo que não, não vou por aí
Vou para onde me levam os passos
Os que me entendem como eu
Conhecem bem as linhas que escrevo
Sabem que o que escrevo é meu
Escrevê-lo é o que lhes devo
Nada do que sou me interessaNada do que sou me pertence
Nem sequer que parta depressa
Não resisto, qualquer coisa me vence
Haverá alguém que possa salvar-me
Desta vida que está dentro de mim
Começo a pensar em matar-me
O medo de morrer está a chegar ao fim
Dealer
Imagens e fotos extraídas do google
Quanta tristeza desenhada nestes teus últimos textos....
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